IA generativa entra definitivamente no projeto

A inteligência artificial generativa foi o tema mais debatido do evento. Ferramentas que automatizam a geração de layouts estruturais, otimizam o posicionamento de pilares e calculam interferências entre disciplinas em tempo real deixaram de ser promessa e passaram a ser realidade em grandes escritórios. Construtoras de médio porte também estão começando a usar IA para análise de documentos e controle de qualidade fotográfico em obra.

No campo do projeto estrutural, a integração entre IA e modelos BIM permite testar dezenas de variantes de configuração estrutural em minutos. Isso representa uma mudança fundamental na forma como engenheiros tomam decisões de projeto: em vez de calcular uma solução e refiná-la, é possível comparar múltiplas alternativas e escolher a de melhor desempenho técnico-econômico antes de fechar o modelo executivo.

Gêmeos digitais: da teoria à gestão de ativos

O conceito de gêmeo digital — uma réplica virtual e dinâmica de um edifício ou infraestrutura — avançou do campo conceitual para aplicações práticas de gestão de ativos. Empreendimentos de grande porte estão usando gêmeos digitais para monitorar consumo de energia, detectar anomalias estruturais por sensores IoT e planejar manutenções preventivas com base em dados reais, não em calendários fixos.

Para o mercado de incorporação imobiliária, o gêmeo digital começa a ser visto como um diferencial competitivo: empreendimentos entregues com o modelo BIM completo e integrado a sensores de monitoramento têm um "manual do edifício" dinâmico, que aumenta o valor percebido e reduz o custo de manutenção ao longo da vida útil.

Adoção do BIM no Brasil: avanço com gargalos

Dados apresentados no evento mostram que 68% das grandes construtoras brasileiras já adotam BIM em algum nível, contra 41% em 2022. Mas a adoção ainda é superficial em boa parte dos casos: muitas empresas usam BIM apenas para compatibilização de projetos (detecção de conflitos entre estrutura e instalações), sem explorar as possibilidades de extração de quantitativos, simulação energética ou integração com o canteiro.

O gap de capacitação continua sendo o principal obstáculo. A demanda por profissionais que dominem BIM de nível intermediário ou avançado — modelagem paramétrica, criação de famílias, coordenação multidisciplinar — supera a oferta disponível no mercado. Universidades e cursos técnicos ainda não conseguem formar mão de obra na velocidade que o setor precisa.

Sistemas de laje como o BubbleDeck são totalmente compatíveis com modelagem BIM, com famílias disponíveis para as principais plataformas de projeto estrutural. A integração entre projeto BubbleDeck e BIM facilita a coordenação entre estrutura, arquitetura e instalações desde as fases iniciais de projeto.

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O sistema BubbleDeck integra as tendências de eficiência, sustentabilidade e industrialização que o setor exige em 2026.

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O que esperar nos próximos anos

O consenso do evento é que o BIM passará de ferramenta de projeto para plataforma de dados do ciclo de vida completo. Do terreno à demolição, passando pela construção, operação e reformas, o modelo digital será o registro central de todas as informações do empreendimento. Empresas que investirem agora na estruturação de dados e na padronização de processos estarão em vantagem significativa quando essa transição se completar.