Os motores do crescimento
Três vetores sustentam as projeções otimistas. O primeiro é o MCMV: com meta de 2 milhões de unidades contratadas até 2026 e novos subsídios para a Faixa 2, o programa aquece não apenas o segmento de baixa renda, mas toda a cadeia de fornecedores de materiais e sistemas construtivos. O segundo é o PAC — com obras de saneamento, mobilidade urbana, habitação popular e energia renovável projetadas para desembolsos superiores a R$ 300 bilhões no biênio 2025-2026. O terceiro é o mercado de alto e médio padrão, que mantém demanda sustentada nas regiões metropolitanas do Sudeste e Sul.
O Índice de Confiança da Construção (ICST) da FGV encerrou 2025 em seu maior patamar histórico, refletindo o otimismo das empresas do setor. O desempenho de vendas na planta e a velocidade de escoamento de estoques indicam que a demanda está robusta — o problema está do lado da oferta de mão de obra.
O gargalo da mão de obra
Levantamentos do Sinduscon e da CBIC apontam déficit de 200 a 400 mil trabalhadores qualificados no setor. As funções mais escassas são: armadores, pedreiros de alvenaria estrutural, carpinteiros de fôrma, eletricistas de obra e operadores de equipamentos pesados. Há uma defasagem geracional: os trabalhadores mais experientes estão em faixa etária de aposentadoria, e os jovens demonstram baixo interesse em ingressar no setor — que ainda carrega imagem de trabalho pesado, insalubre e de pouco desenvolvimento profissional.
O cenário se agrava pela aceleração simultânea de obras de infraestrutura, que competem pelos mesmos trabalhadores com as construtoras residenciais. Obras do PAC em regiões onde há simultaneidade de projetos relatam inflação salarial acima de 20% ao ano para funções especializadas, o que pressiona os custos de construção e comprime as margens das construtoras.
Sistemas construtivos que reduzem a dependência de funções escassas — como a laje BubbleDeck, que elimina as vigas intermediárias e simplifica o trabalho de armação e fôrma — surgem como resposta estrutural ao gargalo de mão de obra, não apenas como alternativa tecnológica.
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O sistema BubbleDeck integra as tendências de eficiência, sustentabilidade e industrialização que o setor exige em 2026.
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